domingo, 5 de dezembro de 2010

Tanto e...Nada

Tanto ficou por dizer
Na vontade de dizer tanto!
E tanto foi no olhar 
De dizer o quanto tanto!

Tanto ficou por fazer;
Fazer e desfazer o feito
E desfeito ficou o fazer
No dizer preso ao peito.

E de nada valeu o tanto!
E tanto levou o nada!
Que nada valia...portanto
Se de tanto não tinha nada...!

Manuela Becken
Agsto/98


        "O poema foi arrastado para a treva onde os estranguladores das palavras constroem o silêncio..." (Natália Correia)

Quase...!

O sol, a brisa....eu desfruto
No mar em espuma....eu me enlaço,
Em água da chuva....eu me desfaço
E quase que morro porque luto.
Nos entraves da luta....me dou,
Cerras-me os olhos p'ra não ver,
Açoitas-me este meu querer
E quase na plenitude....te sou.
Querer o amor, o triunfo, a chama, 
Querer o princípio, o meio e o fim,
E por querer.... ai de mim, 
Pois luto por quase nada!

É que a vida ... é uma luta sempre em luto!!



Manuela Becken
Agto/98

Caminho

Caminho...
Sou caminhante errante ... sem destino,
Sem sol, sem luz que oriente ... meu rumo.
Caminho com esta alma, com este olhar
Sem nunca perguntar à razão:
Por que segue assim o coração?


Caminho...
Sou caminhante errante ...  em ti
Montanha gigante ... coberta de névoa;
Baça, incógnita e ...  imprevisível,
Tão louca, tão perdida, tão ... mais...
Que caminho assim ... demais!

Manuela Becken
Dez/97